<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="0.92">
	<channel>
		<title>&#201;tica na Rede</title>
		<link>http://eticanarede.blog.terra.com.br</link>
		<description>O Blog reflete sobre o fazer jornal&#237;stico. Projeto de  extens&#227;o da Unopar. S&#227;o respons&#225;veis as estudantes, Carolina Oldemburgo, Camila Papali, Jackelyne Brites, Karen Krinchev, Ma&#237;ra Palmieri e Rafaella Abr&#227;o, sob a coordena&#231;&#227;o da prof&#170;: S&#244;nia Lenira</description>
		<language>pt-BR</language>
		<docs>http://backend.userland.com/rss092</docs>
				<item>
			<title>At&#233; o pr&#243;ximo ano!</title>
			<description>O projeto &#201;tica na Rede volta no pr&#243;ximo ano letivo. Agradecemos a todos os que participaram e esperamos que o agir &#233;tico no jornalismo seja sempre motivo de reflex&#227;o.Equipe &#201;tica na Rede</description>
			<link>http://eticanarede.blog.terra.com.br/ate_o_proximo_ano</link>
		</item>
				<item>
			<title>&#201;tica X cobertura jornal&#237;stica</title>
			<description>Em entrevista aos alunos Bruna Ferreira, &#205;talo Rodrigo, Karina R. Giorgiani e Nereu Pereira , para a disciplina de &#201;tica Jornal&#237;stica II, o jornalista e professor, Guilherme Borges, comentou sobre a &#233;tica no exerc&#237;cio da profiss&#227;o de jornalista. Guilherme Borges &#233; formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), e p&#243;s-graduado em Comunica&#231;&#227;o Popular e Comunit&#225;ria. Atualmente &#233; radiojornalista da Paiquer&#234; AM e docente da Universidade Norte do Paran&#225; &#8211; UNOPAR. Tem experi&#234;ncia na &#225;rea de Comunica&#231;&#227;o, com &#234;nfase em Jornalismo, Radiojornalismo e Jornalismo Especializado. A entrevista foi realizada durante o primeiro semestre de 2008, com o objetivo de saber qual a vis&#227;o de Borges sobre os abusos &#233;ticos cometidos pela imprensa em casos pol&#234;micos, como o caso &#8220;Isabella Nardoni&#8221;. O professor tamb&#233;m foi questionado sobre as particularidades do r&#225;dio como meio de informa&#231;&#227;o e as atitudes de um radiojornalista &#233;tico.&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; &#160;Foto: Ana Carolina Oldemburgo&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;
&#205;talo: A cobertura que a m&#237;dia fez do Caso Isabella, &#233; fruto do desejo que a sociedade tem pela morbidez ou ela est&#225; sendo maximizada para ser vendida depois? Guilherme: Se a gente pegar as audi&#234;ncias dos programas policiais, que mostram os corpos expostos, que mostram a desgra&#231;a humana, podemos acreditar que o p&#250;blico gosta do m&#243;rbido. Quando voc&#234; tem um crime que envolve uma garota de classe m&#233;dia, por exemplo, num aspecto totalmente diferente e ligado ao m&#243;rbido, com certeza isso vai ter uma repercuss&#227;o muito grande. Agora quanto a ser maximizado para vender a empresa jornal&#237;stica pode ter esse objetivo, mas o papel do jornalista tem um limite dentro disso. Se a empresa teve 46% de ibope na cobertura do caso Isabella Nardoni, &#233; l&#243;gico que ela vai querer incentivar mais mat&#233;rias desse assunto para manter o ibope. Mas n&#227;o significa que para fazer isso, o jornalista tem que ser anti&#233;tico, uma coisa n&#227;o est&#225; relacionada com a outra, se o caso &#233; de interesse p&#250;blico e est&#225; sendo solucionado, tem que ser noticiado. Agora na minha avalia&#231;&#227;o, o que precisa ficar claro &#233; a forma como as coisas est&#227;o sendo mostradas. &#205;talo: Ao ver o Promotor Francisco Cembranelli na TV, temos a impress&#227;o de que ele alimenta o sensacionalismo, atrav&#233;s dos resultados dos laudos e da per&#237;cia. Tivemos essa mesma sensa&#231;&#227;o no Caso da C&#226;mara dos Vereadores de Londrina &#8211; &#8216;Caso Bonilha&#8217;. Como voc&#234; avalia a quest&#227;o do minist&#233;rio p&#250;blico se utilizar da m&#237;dia para fazer um bom trabalho? Guilherme: &#201; uma quest&#227;o muito complexa para avaliarmos, primeiro porque n&#227;o tenho acompanhado todo o trabalho do promotor l&#225; de S&#227;o Paulo, comparando com o Caso Bonilha, mas em rela&#231;&#227;o ao minist&#233;rio p&#250;blico, ele n&#227;o usa a m&#237;dia para se promover, al&#233;m disso, o objetivo dele de buscar aquilo que &#233; de interesse comum da sociedade comunga com os interesses dos jornalistas, que tamb&#233;m exercem a fun&#231;&#227;o de tornar p&#250;blico aquilo que &#233; comum a sociedade. Desse modo, a imprensa s&#233;ria, investigativa e &#233;tica e a promotoria s&#233;ria e &#233;tica, em v&#225;rios momentos podem falar a mesma l&#237;ngua. Karina: Ap&#243;s ter trabalhado com o jornalismo impresso, quais foram os motivos que te levaram para o r&#225;dio? Guilherme: N&#227;o foi uma escolha, n&#227;o deixei de ter ido trabalhar na Folha de Londrina e escolhi trabalhar na r&#225;dio Paiquer&#234; AM, fui demitido da Folha de Londrina e quatro meses depois, quase perto do final do ano, sabendo que ela costuma contratar rep&#243;rteres tempor&#225;rios para cobrir as f&#233;rias dos rep&#243;rteres que saem em f&#233;rias, liguei l&#225; e fiz contato para me candidatar a vaga (tempor&#225;ria), coincidentemente houve uma mudan&#231;a e eu fui convidado para integrar a equipe. Agora o r&#225;dio sempre foi uma paix&#227;o. E ainda durante a faculdade, fui estagi&#225;rio de r&#225;dio, tamb&#233;m fiz minha monografia e p&#243;s-gradua&#231;&#227;o em r&#225;dio. Karina: Por que n&#227;o optou pelo r&#225;dio (ap&#243;s sair da faculdade)? Guilherme: Por uma quest&#227;o de oportunidade, na realidade eu fui para o r&#225;dio na faculdade, o meu TCC foi um projeto de r&#225;dio sobre o meio ambiente. Conseguimos um apoio cultural e colocamos esse programa na grade de programa&#231;&#227;o da r&#225;dio da Universidade, por sete meses. Me formei em Dezembro,e logo no in&#237;cio do ano meu programa estreou, ent&#227;o trabalhei durante todo ano. Em seguida fui para a Folha de Londrina e agora estou na Paiquer&#234; AM. Karina: Quais seriam as particularidades na &#233;tica do radiojornalista? Guilherme: O trabalho do rep&#243;rter de jornal, por exemplo, &#233; assim: ele recebe a pauta e escreve o texto, que passa pela m&#227;o do editor, ou seja, ele n&#227;o escreve aquele texto sozinho, pois o editor faz um filtro. J&#225; no r&#225;dio &#233; muito dif&#237;cil ter esse editor, o rep&#243;rter se pauta, produz e edita a mat&#233;ria. &#201; claro que voc&#234; tem a figura de um editor-chefe dentro de uma reda&#231;&#227;o de r&#225;dio, mas n&#227;o ser&#225; ele que necessariamente vai pegar a sua mat&#233;ria, vai ouvir e sugerir que voc&#234; mude o texto e fa&#231;a outro enfoque, como pode acontecer no caso do rep&#243;rter de televis&#227;o e do rep&#243;rter de impresso. O rep&#243;rter de r&#225;dio &#233; muito aut&#244;nomo, mas &#233; claro que deve ter responsabilidade &#233;tica do mesmo jeito. Na televis&#227;o, por exemplo, o jornalista pode n&#227;o conseguir fechar um VT, por n&#227;o ter a imagem, enquanto no r&#225;dio, com o celular, ele pode levar a informa&#231;&#227;o na hora que o fato est&#225; acontecendo. A&#237; pode acontecer desse rep&#243;rter n&#227;o checar a informa&#231;&#227;o direito, no momento de querer dar o furo. Por essa raz&#227;o, antes de fechar uma informa&#231;&#227;o, sempre penso na conseq&#252;&#234;ncia para o p&#250;blico e para as pessoas envolvidas/entrevistadas. Editado por Karen Krinchev</description>
			<link>http://eticanarede.blog.terra.com.br/etica_x_cobertura_jornalistica</link>
		</item>
				<item>
			<title>Jornalista acredita na melhora no jornalismo</title>
			<description>Em entrevista &#224;s alunas D&#233;bora Torri Albarello, Gabriela Baptistotti, Leilane Dalla Benetta e Tha&#237;s Marioto, para a disciplina de &#201;tica Jornal&#237;stica II, o jornalista e professor, Milton Antunes, comentou sobre a &#233;tica no exerc&#237;cio da profiss&#227;o de jornalista. Editado por Rafaella Abr&#227;o. Milton Antunes &#233; formado pela UEL, em 1983, e p&#243;s-graduado, na Unopar, em Comunica&#231;&#227;o Visual e M&#237;dias Interativas Trabalhou para a Globo em S&#227;o Paulo. Em Londrina, trabalhou dois anos com publicidade, e dez anos como editor na TV Coroados.. Al&#233;m de jornalista, ele tamb&#233;m &#233; professor da disciplina Telejornalismo, na Unopar. Antunes &#233; s&#243;cio de uma empresa de comunica&#231;&#227;o e trabalha na &#225;rea de TV, publicidade e impresso. 
Em sua opini&#227;o, o que &#233; &#233;tica na TV? 
Eu acho que a &#233;tica est&#225; relacionada &#224; consci&#234;ncia do cidad&#227;o. O jornalista tem que saber muito bem o que est&#225; escrevendo, falando ou transmitindo. N&#227;o tem como voc&#234; inventar informa&#231;&#245;es e public&#225;-las, e agir como se nada tivesse acontecido. &#201;tica &#233; inerente ao ser humano. S&#243; se faz um jornalismo &#233;tico quando voc&#234; tem &#233;tica. A profiss&#227;o de jornalismo &#233; uma profiss&#227;o bacana, em que voc&#234; ouve as pessoas, se ambienta com o que est&#225; acontecendo. Depois de ter coletado todas as informa&#231;&#245;es, todos os lados da not&#237;cia, voc&#234; vai transmitir tudo aquilo que coletou para os ouvintes. A partir desse apanhado geral, envolvendo as opini&#245;es de todos os segmentos envolvidos na reportagem, &#233; que o leitor vai ter uma consci&#234;ncia cr&#237;tica e ele mesmo vai formar uma opini&#227;o sobre tudo aquilo que voc&#234; escreveu. Com a ascens&#227;o do jornalismo em outras emissoras, o senhor acha que a qualidade das not&#237;cias vai melhorar ou somente aumentar&#227;o as reportagens superficiais? 
Eu acredito que vai melhorar. Quanto mais profissionais cobrindo as mat&#233;rias, maior a variedade de olhares sobre os assuntos. A busca pela audi&#234;ncia na televis&#227;o segue esse caminho: quem descobre o novo est&#225; na frente. Quanto mais concorr&#234;ncia, eu imagino que maior qualidade para o jornalismo. O senhor acredita que a TV paga tem mais probabilidade de fazer um jornalismo independente do que a TV aberta? 
N&#227;o. Eu acho que est&#225; no mesmo nicho de mercado. &#201; um segmento diferente que pode ter um tratamento diferente, de maior aprofundamento nas reportagens. Mas &#233; formatado nos mesmos crit&#233;rios que a TV aberta. O senhor acha que &#233; poss&#237;vel fazer uma compara&#231;&#227;o entre o caso Escola Base e o caso da Isabella Nardoni? 
O caso da Escola Base, eu acho que foi uma li&#231;&#227;o para os jornalistas. A imprensa embarcou na hist&#243;ria, comprou uma vers&#227;o e publicaram. Depois viram que n&#227;o era nada disso, mas nem com o desmentido foi poss&#237;vel reverter a situa&#231;&#227;o. O jornalismo investigativo &#233; bacana, mas a investiga&#231;&#227;o &#233; coisa da pol&#237;cia. A investiga&#231;&#227;o aponta elementos, de maneira que tem uma outra etapa que &#233; o julgamento. S&#243; ent&#227;o que o sujeito pode, ou n&#227;o, ser considerado culpado. Em um caso que envolve classe m&#233;dia alta, h&#225; a identifica&#231;&#227;o de muita gente, al&#233;m de um clamor popular por se tratar de uma crian&#231;a. Ent&#227;o, eu temo que possa haver um pr&#233;-julgamento pelos jornalistas, devido a briga pela audi&#234;ncia. De acordo com o C&#243;digo de &#201;tica, o uso de c&#226;mera escondida &#233; permitido apenas em casos de &#8220;incontest&#225;vel interesse p&#250;blico&#8221;. Em sua opini&#227;o, quem estaria apto a julgar quais seriam esses casos? 
Eu acho que quando se pratica um jornalismo equilibrado, s&#233;rio, &#233;tico, na pr&#243;pria reuni&#227;o de uma reda&#231;&#227;o, editoria, chefias e rep&#243;rteres, voc&#234; pode se questionar se o assunto &#233; mesmo de interesse p&#250;blico. Se voc&#234; fica em d&#250;vida se est&#225;, ou n&#227;o, passando dos limites, ent&#227;o voc&#234; divide essa responsabilidade com um colega. Um profissional &#233;tico, capacitado, vai te ajudar e dizer se voc&#234; realmente cometeu algum deslize. Tudo &#233; uma quest&#227;o de bom senso. Ningu&#233;m &#233; dono da verdade e ningu&#233;m quer cometer crime de imprensa, como inj&#250;ria, cal&#250;nia e difama&#231;&#227;o. Em 20 anos de profiss&#227;o, dez anos de editoria, fechamento de jornal, botando o jornal no ar, eu nunca tive que dar o direito de resposta a ningu&#233;m. Nenhum processo. O senhor &#233; a favor da cria&#231;&#227;o de um Conselho Nacional de Jornalismo? 
Existem Conselhos para outras profiss&#245;es, como o Conselho de Medicina, o Conselho de Odontologia, que regulamentam a profiss&#227;o, examinam casos, tomam decis&#245;es sobre esses profissionais, ou seja, d&#227;o um olhar cr&#237;tico sobre o exerc&#237;cio dessas profiss&#245;es. Nesse aspecto, eu acredito que um Conselho de Jornalismo feito por jornalistas seria bem vindo. Seria um olhar cr&#237;tico sobre a nossa profiss&#227;o, cuidaria dos excessos, disciplinaria normas, enfim, somaria. Eu acho que fica &#8220;estranho&#8221; um poder p&#250;blico fazer a gest&#227;o disso. &#201; arriscado afirmar que um modelo gestor que n&#227;o conte com a participa&#231;&#227;o de jornalistas tenha sucesso. Por Rafaella Abr&#227;o</description>
			<link>http://eticanarede.blog.terra.com.br/jornalista_acredita_na_melhora_no_jornal</link>
		</item>
				<item>
			<title>Semin&#225;rio pautou a &#233;tica na internet</title>
			<description>&#160;Discutir a &#233;tica na web foi o objetivo do 4&#186; semin&#225;rio &#34;A &#233;tica e a constru&#231;&#227;o da not&#237;cia&#34;. O evento proporcionou aos estudantes discutir a &#233;tica na web, com jornalistas e profissionais de outras &#225;reas. POR Ana Carolina Oldemburgo e Jackelyne Brites
&#34;&#201;tica na Web&#34;. Este foi o tema do 4&#186; semin&#225;rio &#34;A &#233;tica e a constru&#231;&#227;o da not&#237;cia&#34;, nos dias 17 e 18 de setembro. O evento contou com a presen&#231;a de jornalistas como Cl&#225;udio Osti, Jos&#233; Carlos Balan, Marco Feltrin, Jackeline Seglin, Reinaldo Zanardi e representantes da Ag&#234;ncia de Estadual de Not&#237;cias do Paran&#225;. Participaram tamb&#233;m, profissionais de outras &#225;reas do conhecimento como o advogado Edmundo Santana, convidado para alertar sobre os crimes na web, e a psic&#243;loga Marilicia Palmieri que fez considera&#231;&#245;es a respeito do comportamento dos internautas. Segundo a organizadora do evento, a jornalista e professora S&#244;nia Lenira, a discuss&#227;o da &#233;tica ainda encontra resist&#234;ncia entre os estudantes de Jornalismo. &#34;Os alunos gostam de discutir e falar. Falar de &#233;tica n&#227;o &#233; f&#225;cil. As pessoas t&#234;m medo e acham que a &#233;tica &#233; algo que est&#225; perdendo valor. Elas costumam confundir conceitos e banalizar os valores.&#34; A professora afirmou que &#233; necess&#225;rio discutir &#233;tica na web, j&#225; que a internet est&#225; cada vez mais acess&#237;vel. &#34;&#201; bom para que as pessoas comecem a refletir. Para os jornalistas, passar e dialogar com pessoas do direito e a da psicologia &#233; extremamente importante para que em outro momento a comunidade passe a pensar tamb&#233;m.&#34; S&#244;nia ainda ressaltou que o principal objetivo do evento &#233; fazer com que os alunos parem, escutem, indaguem e reflitam. &#34;E como o semin&#225;rio &#233; aberto a toda a comunidade, criamos um momento de reflex&#227;o que n&#227;o se limita a nossa pr&#243;pria vis&#227;o.&#34; O editor do site Tribuna do Norte News Jos&#233; Carlos Balan foi um dos palestrantes na quarta-feira, dia 17. H&#225; 28 anos ele exerce a profiss&#227;o de jornalista e foi o pioneiro na cria&#231;&#227;o de um site de not&#237;cias em Apucarana na d&#233;cada de 1990. &#34;O site era dom&#233;stico. Minha mulher e minhas filhas me ajudavam na alimenta&#231;&#227;o e eu saia atr&#225;s das mat&#233;rias. Agora, eu tenho uma ferramenta maior. Tenho fot&#243;grafo e tr&#234;s pessoas para me ajudar a produzir. A diferen&#231;a &#233; muito grande. Tem tamb&#233;m o nome, que atrai maior n&#250;mero de visitantes.&#34; Atualmente, v&#225;rios jornalistas utilizam o blog para expor suas opini&#245;es, porque nos meios de comunica&#231;&#227;o n&#227;o h&#225; liberdade para escrever ou opinar sobre o que quiser. &#34;O blog &#233; mais opinativo, voc&#234; escreve a tua opini&#227;o. O jornal tem outra caracter&#237;stica. Por necessidade de abranger o p&#250;blico, eles tentam manter equil&#237;brio nas mat&#233;rias se aproximando dos fatos. No blog voc&#234; simplesmente coloca tua opini&#227;o, o que no jornal di&#225;rio n&#227;o teria sucesso&#34;, afirmou o jornalista e blogueiro do &#34;Pa&#231;oca com cebola&#34; Cl&#225;udio Osti. Para Osti, a ferramenta blog &#233; uma nova forma de repassar e receber informa&#231;&#227;o. &#34;O blog &#233; um novo ve&#237;culo de informa&#231;&#227;o e tem que ser respeitado como qualquer outro ve&#237;culo. Leio muitos blogs de v&#225;rias pessoas e existe muita informa&#231;&#227;o de boa qualidade.&#34; Para o jornalista, preservar a &#233;tica seria uma forma eficiente de evitar o pl&#225;gio de informa&#231;&#245;es, o famoso Ctrl C + Ctrl V. O blogueiro afirmou que um profissional que toma uma atitude como essa deve abandonar a profiss&#227;o. &#34;O bom de fazer jornalismo &#233; ir atr&#225;s da informa&#231;&#227;o, conhecer os fatos, ver o que est&#225; acontecendo. Publicar c&#243;pias fi&#233;is de release &#233; mesma coisa que comprar um carro e n&#227;o saber dirigir. A divers&#227;o do jornalismo &#233; a coleta e a busca de informa&#231;&#227;o&#34;, afirmou Osti. 
Secret&#225;rio diz que embate com imprensa &#233; di&#225;rio
A Ag&#234;ncia Estadual de Not&#237;cias teve participa&#231;&#227;o no segundo dia do 4&#186; semin&#225;rio &#34;A &#233;tica e a constru&#231;&#227;o da not&#237;cia&#34;. Estiveram presentes cinco representantes do governo do estado, entre eles o secret&#225;rio de Imprensa do governo do estado, Benedito Pires. Durante o debate, a jornalista Carolina Cattani afirmou que o advento da internet permitiu dar um tratamento ison&#244;mico para as not&#237;cias e, conseq&#252;entemente, para os profissionais, j&#225; que no site da ag&#234;ncia os ve&#237;culos paranaenses t&#234;m acesso ao mesmo conte&#250;do. &#34;N&#227;o existe privil&#233;gio para algum profissional ou ve&#237;culo&#34;, ressaltou. Benedito Pires disse ser uma tarefa dif&#237;cil lidar com a imagem do governo e manter um tratamento isento. Segundo ele, o governador do Estado, Roberto Requi&#227;o, passa por um embate di&#225;rio com a grande m&#237;dia paranaense e brasileira. &#34;Nesse debate manter isen&#231;&#227;o e tranq&#252;ilidade &#233; uma coisa dif&#237;cil. A gente procura cumprir a nossa fun&#231;&#227;o que &#233; basicamente informar&#34;, contou Pires. O secret&#225;rio ainda afirmou que h&#225; uma desclassifica&#231;&#227;o do conte&#250;do publicado na ag&#234;ncia por parte de alguns ve&#237;culos da capital. Isso aconteceria porque h&#225; uma contraposi&#231;&#227;o entre o jornalismo no &#226;mbito p&#250;blico e no privado. &#34;O jornalismo que a gente faz muitas vezes contraria os interesses empresariais, os interesses de grupos que os jornais defendem. Logo, h&#225; esse embate&#34;, considerou. Pires disse ainda acreditar que &#233; poss&#237;vel fazer um jornalismo p&#250;blico sem ficar apenas &#34;bajulando&#34; as a&#231;&#245;es do governo e que para isso &#233; preciso buscar a verdade nos fatos e n&#227;o se prender &#224;s fontes oficiais. &#34;Reportar os fatos, os n&#250;meros, as informa&#231;&#245;es e buscar a verdade &#233; o preceito que n&#243;s [da ag&#234;ncia] temos. Esse &#233; o princ&#237;pio b&#225;sico do jornalismo&#34;, ressaltou. 
Mat&#233;ria publicada no Webjornal ComTexto 
</description>
			<link>http://eticanarede.blog.terra.com.br/seminario_pautou_a_etica_na_internet</link>
		</item>
				<item>
			<title>4&#186; SEMIN&#193;RIO A &#201;TICA E A CONSTRU&#199;&#195;O DA NOT&#205;CIA</title>
			<description>
VEM A&#205; O 4&#186; SEMIN&#193;RIO A &#201;TICA E A CONSTRU&#199;&#195;O DA NOT&#205;CIA!
DIA 17 DE SETEMBRO:
MARCO FELTRIN- BONDE NEWS
CLAUDIO OSTI- PA&#199;OCA COM CEBOLA
JO&#195;O ARRUDA- TRIBUNA DO NORTE
JACKELINE SEGLIN- E-LEKTRA COMUNICA&#199;&#195;O
DIA 18 DE SETEMBRO:
EDMUNDO MAUNUEL PEREIRA-P&#211;S GRADUADO EM DIREITO
MARILICIA W. A. R. PALMIERI- DOUTORA EM PSICOLOGIA
REINALDO ZANARDI-PROFESSOR E COORDENADOR WEB JORNAL COMTEXTO
AG&#202;NCIA ESTADUAL DE NOT&#205;CIAS
19H10. AUDIT&#211;RIO ALCIDES BUENO, CAMPUS PIZA.
AVENIDA PARIS, 675- JARDIM PIZA.
LONDRINA-PR
</description>
			<link>http://eticanarede.blog.terra.com.br/4o_seminario_a_etica_e_a_construcao_da_n</link>
		</item>
			</channel>
</rss>